Situação atual da educação no Brasil 

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Situação atual da educação no Brasil 
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Embora o governo atual traga como slogan “Pátria Educadora”, percebemos claramente que a situação da educação em nosso país não é das melhores. Devemos começar por lembrar que o processo de expansão da alfabetização no Brasil só teve início no século XX, o que nos mostra que perdemos pelo menos 4 séculos.

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História da Educação no Brasil

O melhor período da educação pública no Brasil aconteceu entre as décadas de 1950 e 1970. Após esse período, entramos numa fase de decadência, onde o ensino público não conseguiu manter o seu nível, como se o Estado não se visse obrigado a cuidar da educação, deixando essa incumbência para as escolas particulares e, certamente, com pais de família que podiam arcar com os altos preços das mensalidades, marginalizando famílias mais carentes e criando um ciclo vicioso, onde as novas gerações se tornaram as mais prejudicadas.

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Entre os países avaliados nos seus sistemas de educação, o Brasil ocupa atualmente o 53° lugar. Temos hoje quase um milhão de crianças fora da escola, com o analfabetismo funcional (pessoas que foram alfabetizadas, mas que não conseguem interpretar o que leem) atingindo 28% de pessoas entre 15 e 65 anos de idade.

Pelo menos 34% dos alunos que chegam ao quinto ano do ensino fundamento, ainda não conseguem ler corretamente e, entre os que terminam o ensino fundamental, pelo menos 20% é analfabeto funcional.

Com essas informações, podemos claramente perceber que o tema “Pátria Educadora” não passa de um slogan voltado para interesses políticos. Os investimentos feitos na área da educação só vêm caindo nos últimos anos e, em virtude da crise econômica que o país vem enfrentando desde 2014, sofreram uma drástica redução.

Educação no Brasil – Meio de Desenvolvimento

Percebemos que outros países que se voltaram para a educação, em pouco mais de duas décadas chegaram a um grande nível de desenvolvimento, como é o caso da Coreia, entre outros. Se pensarmos que a sociedade muda e a escola deve evoluir com ela, estamos andando na contramão da história.

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Não podemos, como é comum estabelecer, que a culpa do baixo nível de educação no Brasil seja apenas de professores. Ao mesmo tempo em que sabemos que a remuneração na educação pública não é das melhores, também percebemos que o Estado não fornece as condições ideais para o ensino, com classes superlotadas e com falta de material adequado.

O atendimento aos professores deve ser uma premissa básica para o bom desenvolvimento educacional, e não devemos deixar de lado a realidade que vemos no seu enfrentamento da vida profissional: um professor, atualmente, não é encarado como um profissional de qualidade. É apenas um mero funcionário público, segundo o Estado, que está ali, concursado, para fazer suas obrigações, receber seus salários e não se importar com o que acontece no âmbito escolar.

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As mudanças para melhor no sistema educacional público brasileiro só acontecerão quando o professor for digno de respeito, quando for alvo de atenção, quando tiver tempo para se atualizar, quando tiver condições de lecionar a grupos menores, possibilitando, dessa forma, os ganhos que a sociedade precisa para se tornar um país melhor, mais dinâmico, mais presente na sociedade global.

Não podemos, contudo, considerar que a falta de preparação e de condições para os professores seja o único problema apresentado pela falta de boa educação em nosso país. A melhoria da educação também deve ser uma bandeira da própria população, dos pais dos alunos, do seu interesse pelo que seus filhos estão aprendendo e da cobrança que devem fazer dos dirigentes públicos.

Enquanto não tomarmos uma atitude, teremos os altos índices de analfabetismo, escolas caindo aos pedaços, crianças estudando sem material adequado e, desta forma, cada vez mais longe da meta de alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade. O Ministério da Educação tem como meta atingir uma pontuação de 6 na média de índice de aprovação no ano de 2022. Estamos em 2016 e temos uma média de 4,6 (conforme dados de 2009).

Com a situação que vemos atualmente, dificilmente poderemos atingir aquilo que o Ministério da Educação pretende.

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