Por que dormimos?

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Todos sabemos que dormir é essencial para nossas atividades e para nossas vidas. Mas, se analisarmos mais cuidadosamente, dormir é uma coisa muito estranha. Todos os dias ficamos por horas paralisados e inconscientes, vulneráveis a todos os riscos, totalmente desprovidos de qualquer defesa.

Hoje podemos nos trancar em nossos quartos e garantir que as horas de sono sejam mais tranquilas, mas se pensarmos em nossos ancestrais, os homens primitivos, vamos perceber que foi uma sorte o ser humano ter chegado até aqui, já que podia ser atacado por todo tipo de animal selvagem.

Qual é o motivo do sono?

De uma forma geral, os cientistas e pesquisadores ainda não descobriram exatamente porque dormimos. O que comumente se pensa é que precisamos dormir para recuperar nossas forças, para que nossos cérebros possam descansar e para que tenhamos nossos corpos em ordem no dia seguinte para prosseguir com as atividades.

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Alguns especialistas em sono, no entanto, descobriram recentemente alguns processos em que o sono está envolvido.

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Segundo essas pesquisas, todos os dias temos novas experiências e essas experiências fazem com que nosso cérebro crie sempre novas conexões de umas partes com as outras. O fato de dormirmos faz com que essas conexões importantes sejam fortalecidas, enquanto que as menos importantes ficam reduzidas.

Por que Dormir?

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As experiências foram realizadas com ratos, que revelaram que esse processo de fortalecimento e redução das conexões cerebrais acontece durante o sono. Assim, o sono é o tempo em que o cérebro se livra dos dejetos, daquilo que não serve.

O estudo, realizado no Medical Center da University of Rochester, de Nova York, encontrou uma rede de canais microscópicos que retira os dejetos químicos do cérebro, levando-os através de fluídos para fora da caixa craniana.

Assim, durante o sono, o cérebro fica como que fechado aos estímulos externos, podendo fazer a sua faxina, todas as noites, da mesma forma como fazemos a faxina em nossas residências ou no ambiente de trabalho. Enquanto se faz a limpeza, é impossível fazer qualquer outra atividade.

E quando alguém tem insônia?

A insônia, ou o déficit de sono, altera a forma como os genes cerebrais se comportam. Os estudos e pesquisas realizados na University of Surrey, na Inglaterra, mostraram que os genes que são responsáveis pelos processos inflamatórios ficam mais ativos quando existe a insônia. Nessa situação, os genes reagem como se todo o organismo estivesse estressado.

Para os pesquisadores, nossos ancestrais, em períodos de estresse, estavam sempre preparados para possíveis ferimentos, e isso automaticamente ativava os genes associados às inflamações, criando assim o escudo protetor contra os ataques de animais ou de inimigos. Hoje, a insônia deixa o corpo em alerta inconsciente para um ataque que não vai acontecer.

Assim poderíamos ter a explicação de como a insônia prejudica a saúde do indivíduo que tem déficit de sono, como acidentes cardiovasculares e doenças cardíacas. Com isso percebe-se que a ação resultante da preparação do cérebro, em vez de ajudar, acaba aumentando o risco de doenças.

Dormimos para não pensar

Um dos pontos interessantes, que podemos notar em pessoas que parecem longe de tudo, quando usamos a expressão “dormindo acordado”, é que algumas partes do cérebro estão realmente sem funcionamento quando a pessoa está muito cansada, quando não consegue nem pensar direito.

Isso acontece principalmente com pessoas que não dormiram o suficiente durante a noite, passando o dia todo como se estivesse dormindo acordada.

De toda forma, todos os animais precisam dormir, mamíferos ou não. Para os mamíferos marinhos, como baleias e golfinhos, o sono é muito diferente do nosso: parte do cérebro permanece ativa, para que possam subir periodicamente à superfície e respirar. Outros animais também permanecem em alerta, prontos para fugir ao menos sinal de perigo.

O homem, no entanto, é o único mamífero que dorme menos que os outros. Enquanto um cachorro ou um gato dormem mais de 13 horas por dia, o homem só tem necessidades de 8 horas, no máximo, para recuperar-se totalmente. Isso pode ser um indicativo de nosso estado de evolução, de nossa consciência, do fato de sabermos que conhecemos as coisas e não agindo instintivamente como os animais.

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