Esquistossomose

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Esquistossomose
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Há muitas doenças que agem silenciosamente em nosso organismo, algumas nem sequer apresentam sintomas. Conhecer aquelas que aparecem mais frequentemente irá nos ajudar a fazer a prevenção e garantir uma vida mais saudável e livre de problemas. Hoje iremos conhecer um pouco mais sobre a Esquistossomose.

Você sabe como ela se manifesta no organismo humano?

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Veja aqui algumas das principais informações sobre a transmissão e como se dá o ciclo de evolução da Esquistossomose, além de dicas para fazer a prevenção.

esquistossomo

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Esquistossomose – Saiba mais

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a Esquistossomose atinja mais de 200 milhões de pessoas em 74 países. No Brasil, acredita-se que o número de pessoas infectadas seja de 6 milhões que são encontrados em maior número no estado do Nordeste e Minas Gerais.

É muito importante que a erradicação seja feita para que haja a interrupção do seu ciclo evolutivo, como explicaremos ao longo do nosso artigo.

Também se faz necessário cuidados através de obras de saneamento básico e alteração de comportamento das pessoas que vivem nas áreas endêmicas.

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Os aspectos clínicos da Esquistossomose foram vistos pela primeira vez em 1847 e foram descritos pelo japonês Fuji, no Egito, mas só veio a se tornar mais conhecido em 1852, através da descrição de Theodor Bilharz, no entanto, só depois de quarenta anos mais tarde é que foram levantadas as hipóteses da existência de mais de uma espécie de Schitosoma através do renomado médico inglês Patrick Manson.

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Você sabe como é feita a transmissão dessa doença?

Esquistossomose: Transmissão

Também conhecida pelo nome de:

  • Bilharzíase;
  • Xistosa;
  • Ou Barriga d’água. 

Esquistossomose é um tipo de infecção causada pelo tramatódeo do gênero Schitosoma.

A espécie Schitosoma mansoni é a responsável pela transmissão da doença no Brasil, necessitando do caramujo para completar o seu ciclo evolutivo e ter um hospedeiro definitivo, no caso, o homem.

A descrição de um hospedeiro intermediário para a transmissão da Esquistossomose só foi descoberta em 1913 por Miyaki e Suzuki com a demonstração completa do seu ciclo evolutivo, que basicamente funciona da seguinte forma: os ovos provenientes da urina humana e fezes eliminados na água se alojam nos caramujos e se desenvolvem.

Ao atingir a fase adulta, penetram na pele do homem e se desenvolvem ainda mais, até atingir cerca de 1 a 2 cm de comprimento. A partir desta fase, se reproduzirem, liberando novos ovos no organismo, iniciando assim, o novo ciclo.

Ciclo da Esquistossomose

Veja abaixo uma imagem ilustrativa mostrando o ciclo dessa doença:

esquistossomose

E quais são os sintomas?

Sintomas da Esquistossomose

A doença é caracterizada por duas fases, sendo elas: aguda e crônica. No caso da aguda, os sintomas mais comuns são:

  • Coceiras;
  • Dermatites;
  • Tosse;
  • Diarreia;
  • Enjoos;
  • Vômitos;
  • Emagrecimento.

A fase crônica pode surgir de forma assintomática, no entanto o indivíduo pode sofrer com diarreias que irão se alternar com períodos de constipação.

Em muitos casos evoluindo para um quadro mais avançado e grave levando até mesmo a:

  • Hepatimagalia;
  • Cirrose;
  • Hemorragias;
  • Ascite.

O diagnóstico para a Esquistossomose pode ser feito através de uma análise verificando o histórico do paciente, e se esteve presente nas regiões consideradas endêmicas, assim como os sintomas que veio apresentando ao longo dos dias anteriores à consulta.

Qual a maneira mais segura para constatar a doença?

A maneira mais segura de fazer a constatação é através dos exames de fezes e urina que irão indicar a presença de ovos e também a biópsia da mucosa do final do intestino.

Tratamento da Esquistossomose

Basicamente existem três substâncias indicadas para o tratamento da Esquistossomose, no entanto a mais utilizada é a Praziquantel, no qual o paciente o toma sob a forma de comprimidos no decorrer do seu dia a dia.

Este tratamento é o suficiente para evitar a proliferação de ovos e fazer a eliminação do parasita de maneira eficiente.

No entanto, para as doenças crônicas com complicações, há um procedimento específico a ser indicado pelo médico.

A melhor maneira para fazer a prevenção é tomando cuidados básicos de educação sanitária e fazendo o controle dos hospedeiros intermediários, no caso, o caramujo para uma melhor segurança.

Evite evacuar próximo a lagoas, rios ou represas e procure sempre utilizar banheiros que possuem a rede de esgoto, desta forma estará garantindo a sua saúde, de sua família, e também de outras pessoas ao seu redor.

Veja mais no vídeo abaixo:

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