Escassez de Água

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Escassez de Água
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Embora o Brasil seja o país com maior quantidade de água disponível per capita no mundo, desde 2014 estamos enfrentando uma crise de escassez de água em virtude de uma forte seca e de sérios problemas de planejamento por parte dos órgãos governamentais.

Os dois problemas, unidos, geraram a queda dos níveis de abastecimento das grandes cidades, tendo como maior destaque a capital de são Paulo, que viveu, durante quase dois anos, um de seus momentos mais problemáticos da história com relação à escassez de água.

Escassez de Água

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O maior problema brasileiro com relação à água é que a sua disponibilidade é muito mal distribuída em nosso território. Enquanto a Região Norte possui as menores densidades demográficas, ali se concentra pelo menos 70% da reserva de água.

Nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentra a maior parte da população e onde também estão as maiores indústrias e atividades comerciais e agrícolas, não há água suficiente e o sistema ficou sobrecarregado, trazendo escassez de água na primeira grande seca que ocorreu em dezenas de anos.

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Escassez de água em São Paulo: falta de planejamento

Em São Paulo, especificamente, o maior problema para a escassez de água está ligado à gestão pública, com sua falta de planejamento de infraestrutura. A capital depende quase que exclusivamente do sistema Cantareira, que é o maior da região Sul. Como não foram feitas novas obras no setor, a escassez de água tornou-se uma realidade.

Escassez de água no Brasil: impactos variados

Além da região Sul, devemos também ter em vista outras regiões brasileiras que passam pelo problema de escassez de água. Assim, precisamos levar em conta que a escassez de água está ligada às questões geográficas de nosso território.

Enquanto não temos uma população dividida igualmente pelo território, também não temos a água distribuída dessa forma. O cenário é o que mais colabora para a existência do problema, uma vez que não há como usar as reservas da Amazônia para outras regiões, em virtude não só dos grandes custos, mas também pelos impactos ambientais que podem ser provocados.

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Escassez de Água no Brasil

Também temos como agravante para a escassez de água as questões referentes à utilização e gestão de recursos hídricos disponíveis no Brasil. Segundo a Constituição de 1988, os governos estaduais é que devem gerenciar e administrar a captação e distribuição de água, enquanto que o governo federal deve fornecer verbas públicas e obras interestaduais para garantir o fornecimento de água.

Assim, em virtude de questões administrativas ou mesmo políticas, quem sofre com a escassez de água é a população, já que as questões políticas muitas vezes interferem no planejamento e no manejo dos recursos hídricos.

Como temos má distribuição de recursos hídricos e temos grandes problemas políticos na gestão pública, o problema de escassez de água são agravados pelas secas que vêm afetando nosso clima. Desta maneira, sempre que tivermos períodos maiores de seca, também teremos falta de distribuição de água, já que os reservatórios estão abaixo do limite de reserva, principalmente na região Sudeste.

O maior problema que a economia brasileira enfrenta com a escassez de água não está especificamente no fornecimento para as residências. Quem sofre mais com a falta de água são as indústrias e a agricultura, que são os principais consumidores de água, e, em consequência, também são os setores que mais sofrem com a escassez de água.

Vale lembrar que a falta de água pode produzir severos impactos na economia como um todo, salientando também que a maior parte das indústrias está localizada principalmente nas regiões Sudeste e Sul.

Como as indústrias também dependem do fornecimento de energia elétrica, vemos agravar-se o problema da escassez de água: a maior parte da energia produzida no Brasil vem das hidrelétricas e, com a falta de água, o custo dessa energia acaba se tornando um grande peso. Quando falta energia das hidrelétricas, as companhias distribuidoras são obrigadas a usar as termoelétricas, produzindo energia muito mais cara e, portanto, repassando esse custo para os consumidores.

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